Café da manhã

setembro 6, 2012

Esta é uma bela história e é também uma história real, por favor, leia-a até o fim! (Após o final da história, alguns fatos bastante interessantes!) Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A últim a aula que assisti foi de sociologia… O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do curso era simplesmente chamado “Sorrir”… A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações… Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim… Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald’s. Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho… Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo… Não me movi um centímetro… Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram… Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estavam na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava “sorrindo”… Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação… Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado… O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo… Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação.. Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois… A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam… Ele disse, “Café já está bom, por favor…”, pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam… (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)… Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis…. Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha… Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada… Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar… Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis… Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, “Obrigado!!” Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse “Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!” Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho…. Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, “Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!”…Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito….. Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus…. Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus… Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei “meu projeto” ao professor e ele o leu… E então, ele me perguntou: “Posso dividir isto com a classe?” Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto… Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados… Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald’s, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária… Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei: ACEITAÇÃO INCONDICIONAL. Que muito amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e aprenderem a: AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS – E NÃO AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS… Um anjo foi enviado para assistir você.. Para que este anjo posso trabalhar, envie isto para pessoas que também precisam de anjo s em suas vidas. Um Anjo escreveu: Muitas pessoas entrarão e sairão de sua vida, mas apenas os verdadeiros amigos deixarão pegadas em seu coração. Para se controlar, use sua mente… Para controlar os outros, use seu coração… Deus dá a cada pássaro seu alimento, mas Ele não joga nenhum alimento em seus ninhos… QUE DEUS ESTEJA PRESENTE EM SEU CORAÇÃO!!!

Autor anônimo

Anúncios

Paciência tem recompensa

setembro 5, 2012

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.Ela disse:Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.- Um bonito garoto – respondeu o homem – e completou: – Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.- Melissa, o que você acha de irmos?Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:- Hora de irmos, agora?Mas, outra vez Melissa pediu:- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!O homem sorriu e disse:- Está certo!- O senhor é certamente um pai muito paciente – comentou a mulher ao seu lado.O homem sorriu e disse:- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado,quando montava sua bicicleta perto daqui.    Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar…Em tudo na vida estabelecemos prioridades. Quais são as suas?Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.Eu parei 5 minutos para encaminhar esta mensagem a vocêE você, pode perder 5 minutos para passá-la adiante?”Aquele que procura um amigo sem defeitos termina sem amigos.”


Ressentimento

agosto 14, 2012

Sim, você recebeu um tratamento péssimo daquele cliente, daquela namorada, do professor, do seu marido, dos seus pais, dos seus filhos, dos vizinhos, do seu chefe, dos seus colegas, dos críticos, do cachorro… Você tem toda razão em ter sentido mágoa, tristeza e desapontamento quando isso aconteceu. Mas sentir tais coisas só tem lógica se for naquele momento. Nunca mais.

Se você está, ainda hoje, sentindo essa decepção, essa tristeza, essa mágoa com outra pessoa, então você está ressentido, ou ressentida, com ela. Veja com atenção o significado da palavra ressentimento: RE-SENTIMENTO. Sentir novamente.

Sentir infinitamente, para alguns. Qual a razão de usar sua mente para sentir novamente coisas ruins, fragilidades e decepções? Não me refiro a nenhum princípio religioso, espiritual ou moral, somente uma razão prática: sentir coisas ruins novamente não tem absolutamente nenhuma função, exceto prender você ao passado e tornar você uma eterna vítima de alguém que nem mesmo está tentando prejudicar você mais. Ao guardar qualquer ressentimento você está se acorrentando a alguém que lhe fez mal, mesmo que essa pessoa não queira mais isso. Você está re-sentindo a dor que só existe em sua memória. Repita comigo: nunca mais.

A outra pessoa, por pior que tenha sido, não será prejudicada por seu ressentimento. Mas você será. Você desperdiçará momentos únicos das suas vinte e quatro horas para pegar o punhal que alguém usou contra você há semanas, meses, anos ou décadas atrás e, acredite ou não, você mesmo estará se apunhalando dia-após-dia, com seu re-sentimento. Nunca mais.

Se o problema tiver sido com um cliente, ficar ressentido não ajudará sua próxima venda. Se tiver sido com a ex-namorada, ficar ressentido não tornará você atraente para a próxima, e talvez definitiva. Se tiver sido com seu marido, ficar ressentida não ajudará comunicar-se e corrigir a situação. Se tiver sido com… qualquer pessoa, ficar ressentido não ajudará você. Pode até ajudar ela a se livrar de você. Se o caso for tão grave que tenha que ser resolvido em tribunais, deixe advogados cuidando disso e se concentre em sua vida e sua felicidade. Não caia na armadilha do ressentimento. Nunca mais.

Viva o momento que estiver vivendo. Há momentos de tristezas, decepções, erros, partidas, traições ou simplesmente azar. Chore, reclame, brigue e viva o momento que tiver que viver. Mas, quando o momento passar, viva o momento seguinte, sem ficar com os grilhões do passado prendendo sua existência até sua morte. Esqueça as coisas ruins do passado. Ele não existe mais. Nunca mais.

Isso inclui os ressentimentos contra aquela pessoa que você encontra no espelho. O que ela tiver feito de errado, ontem ou há 30 anos, deve ser deixado de lado. Não sinta ressentimento quanto aos erros dessa pessoa. Nunca mais.

E, se mesmo com toda a lógica do mundo, você ainda estiver “sentindo re-sentimento” e mágoa de alguém, lembre-se do que disse William Shakespeare: Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.


Café da manhã

agosto 7, 2012

Esta é uma bela história e é também uma história real, por favor, leia-a até o fim! (Após o final da história, alguns fatos bastante interessantes!) Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A últim a aula que assisti foi de sociologia… O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do curso era simplesmente chamado “Sorrir”… A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações… Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim… Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald’s. Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho… Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo… Não me movi um centímetro… Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram… Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estavam na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava “sorrindo”… Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação… Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado… O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo… Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação.. Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois… A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam… Ele disse, “Café já está bom, por favor…”, pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam… (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)… Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis…. Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha… Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada… Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar… Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis… Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, “Obrigado!!” Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse “Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!” Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho…. Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, “Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!”…Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito….. Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus…. Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus… Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei “meu projeto” ao professor e ele o leu… E então, ele me perguntou: “Posso dividir isto com a classe?” Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto… Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados… Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald’s, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária… Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei: ACEITAÇÃO INCONDICIONAL. Que muito amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e aprenderem a: AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS – E NÃO AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS… Um anjo foi enviado para assistir você.. Para que este anjo posso trabalhar, envie isto para pessoas que também precisam de anjo s em suas vidas. Um Anjo escreveu: Muitas pessoas entrarão e sairão de sua vida, mas apenas os verdadeiros amigos deixarão pegadas em seu coração. Para se controlar, use sua mente… Para controlar os outros, use seu coração… Deus dá a cada pássaro seu alimento, mas Ele não joga nenhum alimento em seus ninhos… QUE DEUS ESTEJA PRESENTE EM SEU CORAÇÃO!!!

Autor anônimo


O amor, o tempo e o vento

julho 31, 2012

Dias atrás liguei para meus pais e os dois se divertiam com as dificuldades de expressar o amor que sentem um pelo outro. Acontece o seguinte. Toda manhã meus pais acordam, mais ou menos no mesmo horário, e ficam abraçadinhos esperando o sol entrar pelas frestas da persiana enquanto conversam sobre a vida. O desafio, agora, segundo minha mãe, que é mais despachada, é encontrar uma posição em que não doa alguma parte do corpo de um e de outro. Ora é a coluna do meu pai que se anuncia, interrompendo o beijo, ora são os joelhos da minha mãe que gritam embaixo do cobertor. Então, ele aos quase 81, ela perto dos 76, gastam alguns minutos encontrando uma posição em que é possível namorar sem dor. Acabam achando. Quando não param para rir da própria condição humana, o que também provoca algumas dores.

Para mim, a imagem do dia dos namorados, essa data tão comercial que acabou de levar legiões aos shoppings, é a de meus pais achando uma posição para se abraçar entre as dores de um corpo que viveu. Acho que o amor começa com som e com fúria, mas aprende na passagem do tempo o valor das pequenas delicadezas, as manias de cada um que irritam, mas que fazem cada um ser o que é. Aquela mirada terna e quase secreta em direção ao outro que faz uma bobagem qualquer, para mim vale tanto ou mais que o furor do desejo. Aprendi isso observando meus pais, primeiro com ciúmes desse amor onde eu não cabia, porque sabiamente eles mantiveram essa parte só para eles. Depois, com curiosidade científica e, finalmente, com ternura.

Desde que me entendo por gente, meus pais namoram. O que para mim foi por muito tempo algo misterioso, que exigia uma investigação que, por medo da descoberta, eu acabava sempre postergando. Por exemplo: por que as luzes da cabeceira trocavam de cor a cada semana? Em algumas noites eram vermelhas, em outras azuis e havia até madrugadas de verde. Eu perguntava, claro que perguntava, e a resposta era verdadeira, mas convenientemente sucinta: “Para variar”.

Meu pai deve ter sido o único pai do mundo que passou pela Disney, numa inusitada viagem de trabalho, comandando uma trupe de agricultores, e voltou de lá não só com brinquedos para nós, mas com baby-dolls para a minha mãe. Baby-dolls que corariam não apenas o Mickey, mas também os piratas do Caribe.

É também o único homem que eu conheço que dá rosas para a minha mãe no “aniversário de conhecimento”. Até hoje. Sim, “aniversário de conhecimento” é uma data lá em casa. Enquanto o poste embaixo do qual trocaram sussurros supostamente castos existiu, eles faziam visitas periódicas ao poste, como uma espécie de dívida de gratidão. Depois, foram miseravelmente traídos pela prefeitura. E o banco da praça onde trocaram confidências, e possivelmente algumas inconfidências, foi parar no museu. Não por causa deles, parece óbvio para todos. Menos para nós.

Tudo começou com o que eu chamo de “tijolaço” que minha mãe acertou na cabeça do meu pai. Minha mãe se finge de ofendida, mas sei que ela gosta da minha versão. Era terrível a minha mãe. Aos 13 anos ela viu meu pai passar com seu porte de soldado de chumbo e decretou: “Este vai ser meu”. Meu pai nem desconfiava, preocupado que estava com suas obrigações no internato, ele que trabalhava duro para pagar os próprios estudos, primeiro na limpeza, depois no cuidado dos alunos. Não adivinhava, mas já tinha o futuro decidido por uma pirralha com uma trança ruiva de cada lado.

Aos 15 dela, 20 dele, ela o avistou na festa de Sete de Setembro da paróquia da igreja matriz e despachou um correio amoroso em sua direção. Correio amoroso era a versão do torpedo no século passado. Era 1950, veja bem, no interior do Rio Grande do Sul, e ela tivera o desplante de escrever essa intimação. Sutil como uma ararinha azul num filme de zumbis a minha mãe: “Se for correspondida, serei a mulher mais feliz do mundo”. Meu pai espichou um meio sorriso em sua direção, o que deve ter lhe custado mais do que o passo que Neil Armstrong daria no final da década seguinte. Meu pai só foi aprender a sorrir muito mais tarde. Ensinado, claro, pela minha mãe.

Minha mãe se tornou mesmo a mulher mais feliz do mundo. E vice-versa. E nós aprendemos a vê-los sempre de mãos dadas andando pela cidade, no seu passo só aparentemente dissonante, minha mãe mais ligeirinha, atuando no miúdo, e meu pai com passadas lentas e firmes. Meu pai passeando pelos interiores de si, minha mãe novidadeira, auscultando os arredores. E, aos finais de semana, os dois executando o balé de décadas ao caminharem de mãos entrelaçadas para espiar as vitrines das lojas, fazendo de conta que elas mudavam, se abismando ora com a boniteza das peças, ora com o preço “pela hora da morte”.

Quando eu era criança, como já contei aqui, eles cumpriam também o programa familiar do domingo, no qual éramos generosamente incluídos, e que consistia em uma volta de fusca para ver as casas bonitas da cidade pequena. Sempre as mesmas, sempre dos mesmos. Lá em Ijuí eram os médicos, os fazendeiros e os empresários que tinham se dado bem no “milagre” econômico da ditadura militar que tinham casas bonitas. O resto se virava.

A vida deu e tirou de tudo do meu pai e da minha mãe, como em geral faz com quase todos. Roubou-lhes uma filha, deu-lhes outra da pá virada, a maior parte do tempo faltou-lhes dinheiro e sobrou trabalho, suspiraram de júbilo e de tristeza talvez na mesma proporção. Por muitos anos sonharam em fugir do verão de Ijuí, de onde até o diabo escapa lá por dezembro, mas não encontravam jeito. Quando juntaram umas economias, a casa que alugaram ficava na zona rural da cidade praiana, e em vez de gaivotas tínhamos galinhas. Mas nos divertimos mesmo assim, e virou história.

Como virou história a nossa primeira ida em família a um restaurante. Chinfrim que só, mas pisávamos em nuvens com nossas roupas de aniversário e sentíamos aromas de mil e uma noites. Para mim, nunca haverá um D.O.M. ou Fasano que se equipare ao restaurante do Primo. Desde então, e até hoje, qualquer prato seguido por “à Califórnia” é sinônimo de coisa muito fina lá em casa. A gente enchia a boca para dizer “à Califórnia” E até hoje meus pais adoram coisas “à Califórnia”.

Para mim e para meus irmãos era um choque descobrir que na casa de alguns de nossos amigos os pais não se beijavam nem arrulhavam. Nós achávamos que era uma lei da natureza que determinava, geneticamente, o modus operandi dos pais. Fiquei indignada quando disseram, uns anos atrás, que Hebe Camargo tinha inventado o selinho. Todo mundo sabe que foram os meus pais.

O amor é assim. Cheio de coisas sem importância que fazem uma vida. Acho que a sabedoria dos meus pais foi ter percebido que eram essas pequenas delicadezas o que realmente importava. Que os desacertos e as trapalhadas teciam os enredos das histórias que iam bordando a nossa pequena saga. Ninguém nunca achou lá em casa que era fácil viver, por isso o difícil assustava, mas não nos metia tanto medo assim.

Gosto de pensar, quando acordo pela manhã, que meus pais estão procurando, apesar das dores de outono, uma posição para ficar abraçadinhos. E, assim, encaixados de amor, falar da vida enquanto lá fora, como Erico Verissimo tão bem percebeu, ruge o tempo e o vento, cada vez mais vorazes.

(Eliane Brum – Jornalista, escritora e documentarista.)


O olhar dos outros

julho 18, 2012

O que seria se o mundo inteiro soubesse seus segredos? Isso mudaria a forma como você vive sua vida, conduz seus negócios ou age, quando ninguém está olhando?
Você pode não ter que viver e trabalhar sob o olhar de outras pessoas, mas vale a pena agir como se estivesse.
Ser observado impõe disciplina. Se tivermos a certeza que ninguém vai saber, estamos mais propensos a pegar o atalho. Todavia, quando sabemos que alguém está observando, somos mais cuidadosos com o que fazemos. Isso é quase sempre bom.
Embora o mundo não esteja sempre nos observando, o fato é que tudo que você faz tem conseqüências, quer você esteja em público ou não. Se o que você faz hoje não pode ser feito sob o olhar de outrem, talvez não seja bom fazê-lo.
Viva como se o mundo estivesse observando você e desfrute as inúmeras recompensas que a disciplina e a integridade trarão.


A dor

julho 17, 2012

A dor é uma lição a ser aprendida. Prestando atenção à dor, podemos superá-la.

É doloroso tocar um ferro quente. Se você deixar de aprender pela experiência, a dor vai voltar cada vez que tocar o ferro quente. Quando você aprende a lição que a dor tem para lhe ensinar e evita tocar no ferro quente, nunca mais terá que sentir essa dor.

O que você pode aprender com a dor? Em toda dor existe uma lição. Às vezes, a lição é evitar os erros. Outras vezes, a lição é aprender a aceitar, valorizar e triunfar sobre os desafios que encaramos.
Você já aprendeu que tudo tem seu preço? Ou a dor ainda está tentando lhe ensinar isso? Você já aprendeu a viver com propósito e foco? Ou ainda está sofrendo a dor de aprender essa lição?

Liberte-se da dor aprendendo o que ela tem a lhe ensinar.